quarta-feira, 28 de agosto de 2013


28 DE AGOSTO DIA DE SANTO AGOSTINHO
 Santo Agostinho nasceu em Tagaste, norte da África, no dia 13 de novembro do ano 354. Filho de Patrício, pagão e voltado para o materialismo da época, e de Mônica, profundamente cristã, que depois se tornaria santa. A influência dos pais foi muito grande, primeiro a de Patrício, depois a de Santa Mônica.

Estudante e Professor
Agostinho realiza os primeiros estudos em Tagaste, indo depois a Madaura.

Aos 17 anos vai a Cartago, onde Romaniano, amigo do pai, o ajuda e se torna seu protetor; durante três anos se dedica ao estudo e à leitura de livros, entre os quais destaca-se o "Hortênsio" de Cícero, que o impressiona profundamente.

Aos 20 anos volta a Tagaste como professor, com uma mulher e um filho, Adeodato, retornando pouco depois para Cartago também como professor. Depois torna-se professor em Roma e, a seguir, vai para Milão, onde ganha a cátedra de retórica da casa imperial e desenvolver também a atividade de professor de retórica.

Agostinho sentia, apesar de tudo, seu coração vazio, inquieto. Não era feliz. Procurou a felicidade em muitos lugares, mas não a encontrava. Seu coração inquieto não achava a verdade e a paz que desejava. Sua mãe encontra-o em Milão e anima-o a freqüentar as pregações de Santo Ambrósio.


 Conversão
Foi uma longa caminhada e luta para transformar seu coração, mas no mês de agosto de 386, meditando no jardim, ouve uma voz de criança que diz "Tolle et lege" (Toma e lê) e tomando as Cartas de São Paulo lê: "Não é nos prazeres da vida, mas em seguir a Cristo que se encontra a felicidade". As dúvidas se dissipam e é neste momento que culmina todo o processo de sua conversão. Encontrando Deus no seu coração achou a felicidade, a paz e a verdade que procurava. No ano seguinte, na Vigília da Páscoa é batizado.


Vida em Comunidade e Tarefa de Bispo
Agostinho decide voltar a Tagaste, para morar com seus amigos, e entregar-se inteiramente ao serviço de Deus por meio da oração e o estudo. Mas no ano 391, de visita na cidade de Hipona, é proclamado sacerdote pelo povo e ordenado padre pelo bispo Valério. Quatro anos depois é consagrado Bispo da cidade, daí o nome de Agostinho de Hipona.


Ele vive em comunidade, tentando seguir o ideal das primeiras comunidades cristãs, na pobreza e na partilha. A comunidade eclesial de Hipona estava formada em sua grande maioria por pobres. Agostinho se fazia a voz destes pobres, falando por eles na Igreja, indo até as autoridades para interceder por eles e ajudando-os naquilo que podia. Entre as funções que o bispo tinha estava a de administrar os bens da Igreja e repartir o seu benefício entre os pobres, também a de acolher os peregrinos, ser protetor dos órfãos e viúvas... Agostinho realiza todas elas como um serviço aos pobres e à Igreja. Também tinha o bispo que exercer a função de juiz, tarefa que desagradava em extremo a Agostinho, mas que também exerceu com objetividade, justiça e caridade.


Escritos
Agradava muito mais a Agostinho a prática da oração, o estudo e escrever. Agostinho escreveu um enorme número de obras: um total de 113, sem contar as cartas -das quais se conservam mais de 200- e os Sermões. A maior parte das obras de Santo Agostinho surgiram por causa dos problemas ou das preocupações que atormentavam a Igreja do seu tempo; é por isso que em suas obras estão presentes as polêmicas em que ele mesmo esteve envolvido, principalmente contra os maniqueos (seita da qual ele mesmo fez parte antes da conversão e que defendia um confuso dualismo cósmico - o bem contra o mal sempre em conflito um com o outro- e desvalorizavam de forma perversa tudo o criado), os donatistas (que atribuíam a eficácia dos sacramentos unicamente ao ministro, negando sua ação, como sinal eficaz da graça e ainda se consideravam a "Igreja dos santos") e os pelagianos (que defendiam que o homem se salva por suas próprias forças, sem precisar da graça de Deus). Além destas obras destinadas a combater os adversários e inimigos da Igreja, Agostinho escreveu outras de diverso conteúdo: no campo exegético (principalmente os Comentários ao Gênesis, São João e os Salmos), no dogmático ("Sobre a Trindade"), no Pastoral ("Sobre a Catequese dos simples"). Mas, dentre todas as obras, destacam dois pela genialidade: "A Cidade de Deus", que representa a primeira tentativa de fazer uma interpretação cristã da história, e "As Confissões", onde Agostinho manifesta sua fraqueza, que gera o mal, e a Deus, fonte de todo bem e Verdade absoluta; as "Confissões" são um louvor à Graça de Deus. A obra e o pensamento de Agostinho ultrapassam os limites de sua época e exercem uma grande influência na Idade Média e também na nossa época. A influência de Agostinho acontece nos diversos campos do pensamento, da cultura e da vida religiosa. Agostinho morreu no dia 28 de agosto do ano 430 e seus restos, depois de longa peregrinação descansam na cidade de Pavia, no norte da Itália.

SANTO AGOSTINHO, ROGAI A DEUS POR TODOS NÓS

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

27 DE AGOSTO DIA DE SANTA MÔNICA
Santa Mônica de Hipona
 Modelo de Mãe e Esposa
Nascimento     331
Morte  387 (56 anos)
Festa litúrgica 27 de agosto
Padroeira dos pais que convertem os filhos


 Mônica e seu filho Agostinho

 A sua festa se realiza em 27 de agosto.
Esta santa alegadamente nasceu em 331 d.C., em Tagaste, mas há controvérsias acerca dessa data. Foi, segundo as tradições católicas, criada por uma dada, ou seja, uma escrava que cuidava dos filhos dos senhores, dessa senhora recebeu "educação e rígidos ensinamentos religiosos".
Casou-se, aos dezessete ou dezoito anos com Patrício, o casal ocupava razoável posição social, mas apesar disso Mônica não era feliz no casamento pois sofria com a infidelidade do marido, por isso começa a atingir o ideal cristão de boa esposa e mãe, já que nunca criou discórdia por esse motivo.
Foi mãe de Santo Agostinho, sendo ele, segundo o também Doutor da Igreja, o seu alicerce espiritual que o conduziu em direção à suposta "fé verdadeira", já que o converteu por insistência ao Cristianismo. Ele julgava ser a mãe a "intermediária" entre ele e Deus. Durante a adolescência de Agostinho até ao seu batismo, Mônica vivia entre lágrimas, lamentando a vida de alegadas "heresias" do filho, e orava fervorosamente para que ele encontrasse a "verdadeira fé".
Agostinho atribuiu a um sonho de sua mãe o passo definitivo para sua conversão e a "confirmação" de sua vocação religiosa, desse modo Mônica se torna responsável pelo destino cristão do filho.
A partir disso o filho vê a mãe de forma santificadora, mas reconhece o fardo feminino que ela carrega, já que nos primórdios da Igreja Católica, a mulher era vista entre dois extremos, o da exaltação e da condenação, devido à face maniqueísta desta religião. A parte "boa" do sexo feminino era representada por Maria e a parte "ruim", que se entrega à tentação, representada por Eva. Foi dessa forma que Mônica foi vista por seu filho e pela Igreja Católica.
Morreu aos 56 anos, no ano de 387, mesmo ano da conversão de seu filho. Seu corpo foi "descoberto" em 1430 e transferido para Roma onde mais tarde uma igreja lhe foi dedicada. Mônica foi canonizada não por ter operado milagres ou por ser mártir, mas sim por ter sido, alegadamente, a "responsável pela conversão de seu filho" mostrando empenho em ensinar condutas cristãs como moral, pudor e mansidão, mostrando a intervenção feminina no interior da família, pois foi o meio, através da oração, que contribuiu para a vida religiosa do filho.
Os marinheiros que acompanhavam Agostinho em suas viagens mediterrâneas se confortavam orando à Mônica, pedindo a chegada a salvo.

Fonte: Wikipédia

PRECES 
Ó Senhor, que confortastes a Mônica em suas provas, confortai a quantos sofrem de solidão e abandono em nossa sociedade, roguemos ao Senhor.
Ó Senhor, que trocastes em gozo as lágrimas de Mônica, concedei-nos que jamais contristemos a ninguém, senão que mais bem sejamos causa de alegria para nossos irmãos, roguemos ao Senhor.
Ó Senhor, que confortastes a Mônica em suas orações pela conversão de seu filho, ajudai-nos a não desesperar no tempo de prova, senão a pôr nele toda nossa esperança, roguemos ao Senhor.
Ó Senhor, que concedestes a Santa Mônica superar com fortaleza as dificuldades de seu matrimônio, concedei-nos a todos os cônjuges que têm dificuldades, que saibam oferecer-se mutuamente consolo, roguemos ao Senhor.
Ó Senhor, que quisestes que Santa Mônica fosse modelo de virtudes na vida familiar, olhai a todas as mães do mundo, para que sempre saibam conduzir a seus filhos para vós, roguemos ao Senhor.
Ó Senhor, nossa mãe Santa Mônica que, em seu leito de morte, pedira aos seus que a recordassem diante de vosso altar, aceitai as orações de nossas comunidades por nossos irmãos e irmãs falecidos, roguemos ao Senhor.


ORAÇÃO A SANTA MÔNICA
Oh Deus! Que sempre vos comprazes na glória de vossos santos e vos mostras neles admirável para que sejam venerados entre os povos; e assim no traslado das santas relíquias de vossa serva Mônica, desde o porto de Ostia à Cidade Eterna, dignastes-vos honrá-la com o júbilo dos povos que a saudavam a seu passo, com a devoção de tantas mães que saíam a oferecer-lhe seus filhos e suas lágrimas e a acompanhastes naquela gloriosa viagem com os prodígios de vossa onipotência, fazendo, por sua mediação, desejadíssimos milagres; pelo suave aroma que exalam em vossa presença os restos venerados daquela mulher santa e admirável, dignai-vos acordar-me de minha indiferença, ressuscitar-me a vossa graça e conceder-me quanto vos peço para minha saúde eterna e a de todos aqueles que Vós pusestes sob meu amor e cuidado. Glorificado seja, deste modo, o vosso nome e o nome de Mônica, vossa serva, pelos séculos dos séculos. Amém.
Três Pais-Nossos, três Ave-Marias e três Glórias ao Pai.
(Uns instantes de silêncio e meditação e peçamos a graça que desejamos obter por intercessão da Bem aventurada Santa Mônica)

SANTA MÔNICA, ROGAI POR TODOS NÓS

sábado, 24 de agosto de 2013

DIVERSAS FOTOS DE VÁRIOS EVENTOS EM NOSSA PARÓQUIA

1° PACIPOZE








Apresentação de MARIANA no templo. como JOSE e MARIA em (LUCAS 2,22).

Grupo Raios de Luz



 Parabéns Grupo de Canto Raios de Luz !!! Onze anos iluminando as missas na Igreja Santa Clara!!! Bolo maravilhoso feito por Paula Doces Artesanais!!! 



Parabéns Walter e Elenice

DIA DO CATEQUISTA

Amanhã. dia 25 de agosto , se celebra o dia do Catesquista, venho aqui , expressar minha profunda gratidão a Deus, por todas as catequistas da Paróquia Santa Sta Clara de Assis,peço a bom Deus que as continue abençoando , neste arduo e dificil ministério,nãos obstante as tarefas de mãe de familia etc, vcs deixam seus lares e são comigo evangelizadoras, de nossos irmaos de fé.Obriagdo, pela vossa sublime Vocação!. Deus e Santa Clara as abençoe cada vez mais!.Esta mensagem é extensiva a todos que de diferentes modos me ajudam na evangelização de nossa Paróquia!

Padre Joaquim
EVANGELHO DOMINGO 
25 de agosto de 2013 Ano C

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM 

(VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)

Antífona da entrada: Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).
Oração do dia
Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 66,18-21)
Leitura do livro do profeta Isaías.
66 18 E virei para reunir os homens de todas as nações e de todas as línguas; todos virão e verão minha glória.
19 Executarei no meio deles um prodígio e enviarei às nações aqueles dentre eles que tiverem escapado (a Társis, Put e Lud, Mosoc e Ros, Tubal e Javã), às ilhas longínquas que nunca ouviram falar de mim e não viram minha glória; eles farão conhecer às nações a minha glória.
20 De cada uma das nações trarão todos os vossos irmãos como oferenda ao Senhor, a cavalo, em carros, em liteiras, em lombo de mulas e de dromedários, ao meu monte santo, a Jerusalém, diz o Senhor, tal como os filhos de Israel trazem sua oferenda em vasos purificados à casa do Senhor.
21 Escolherei mesmo entre eles sacerdotes e levitas, diz o Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 116/117
Proclamai o Evangelho a toda criatura! 

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes,
povos todos, festejai-o!

Pois comprovado é seu amor para conosco,
para sempre ele é fiel!
Leitura (Hebreus 12,5-7.11-13)
Leitura da carta aos Hebreus.
12 5 Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele;
6 pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho”.
7 Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?
11 E verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz.
12 Levantai, pois, vossas mãos fatigadas e vossos joelhos trêmulos (Is 35,3).
13 Dirigi os vossos passos pelo caminho certo. Os que claudicam tornem ao bom caminho e não se desviem.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Lucas 13,22-30)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém chega ao Pai senão por mim (Jo 14,6). 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
13 22 Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus ia atravessando cidades e aldeias e nelas ensinava.
23 Alguém lhe perguntou: “Senhor, são poucos os homens que se salvam?” Ele respondeu:
24 “Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não o conseguirão.
25 Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater à porta, dizendo: ‘Senhor, Senhor, abre-nos’, ele responderá: ‘Digo-vos que não sei de onde sois’.
26 Direis então: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças’.
27 Ele, porém, vos dirá: ‘Não sei de onde sois; apartai-vos de mim todos vós que sois malfeitores’.
28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e vós serdes lançados para fora.
29 Virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e sentar-se-ão à mesa no Reino de Deus.
30 Há últimos que serão os primeiros, e há primeiros que serão os últimos”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
A PORTA ESTREITA DO REINO 
A resposta de Jesus à pergunta do desconhecido revelou ser irrelevante a preocupação com o número das pessoas que irão se salvar. Importante mesmo é decidir-se a trilhar os caminhos do Reino, apesar de suas exigências. É o que Jesus chama de "entrar pela porta estreita". Como isto, afirma-se que a salvação é obtida mediante a renúncia das comodidades e conveniências, para abraçar a causa do Reino, sem querer fazer-lhe adaptações. Trata-se de cumprir a vontade de Deus, submetendo-se fielmente a ela.
Muitos ficarão decepcionados, por ocasião do encontro com o Senhor. Seguros de terem direito à salvação, ver-se-ão fadados à condenação. Como é possível alguém se condenar, se "comeu e bebeu na presença do Senhor" (referência à participação na Eucaristia), e o ouviu pregar em suas praças (alusão ao discipulado cristão)?
Tudo isto não basta para se obter a salvação, se não chega a provocar uma sincera conversão. Pensando ser verdadeiros discípulos, muitos cristãos, na verdade, praticam a iniqüidade. Seu modo de proceder não corresponde ao de um autêntico discípulo do Reino. Donde a frustração de se verem condenados a viver longe do Senhor.
Por conseguinte, a salvação se alcança por meio da vivência diuturna dos valores do Reino, embora nos custem. É desastrosa a meta da porta larga das conveniências pessoais.

Oração
Espírito de abnegação, torna-me incansável no esforço de entrar pela porta estreita do Reino, dispondo-me a abrir mão de minhas conveniências e interesses pessoais.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Ó Deus, que, pelo sacrifício da cruz, oferecido uma só vez, conquistastes para vós um povo, concedei à vossa Igreja a paz e a unidade. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Com vossos frutos saciais a terra inteira: fazeis a terra produzir o nosso pão e o vinho que alegra o coração (Sl 103,13ss).
Depois da comunhão
Ó Deus, que fazei agir plenamente em nós o sacramento do vosso amor e transformai-nos de tal modo pela vossa graça, que em tudo possamos agradar-vos. Por Cristo, nosso Senhor.

Mês Vocacional

chamado_de_Deus4Eis a nossa primeira vocação: somos chamados por Deus à Vida. Depois, pela graça do Batismo, somos chamados a fazer parte da nossa santa Igreja Católica e a tornar-nos fiéis discípulos e testemunhas do Evangelho, vivendo uma nova em Cristo Salvador.Deus, chama homens e mulheres, a exemplo de Maria - a primeira vocacionada do Pai, para serem aliados em sua Obra de Salvação.
Por isso, no mês de agosto em nossas comunidades, como nos anos anteriores, celebraremos em cada domingo, de domo especial uma VOCAÇÃO, assim poderemos conhecer melhor esta mesma vocação e rezar para que, cada vez mais, homens e mulheres digam “sim” ao chamado de Deus.

No 1º Domingo rezamos pelos ministros Ordenados: Bispos, Padres e Diáconos. Eles  recebem o Sacramento da Ordem com a finalidade de animar a comunidade e colocar as suas vidas a serviço do Povo de Deus.
No 2º Domingo lembramos e rezamos por nossos Pais vivos e falecidos e por toda a família: cristãos leigos e leigas que colocam seu batismo na prática, vivendo e testemunhando a sua fé na comunidade e no mundo.
Já no 3º Domingo agradecemos ao Deus da Vida pelos nossos irmãos e irmãs religiosos, consagrados e consagradas, que se dedicam ao serviço a Deus e ao próximo, seguindo o Evangelho, através de votos de pobreza, castidade e obediência.
E no 4º Domingo, elevemos a Deus nossas preces pelos Ministros não-ordenados, os cristãos leigos que são chamados a cumprir  sua missão de batizados dentro da Comunidade e principalmente os catequistas que são chamados a cumprir sua missão de batizados nas comunidades, lutando diariamente pela construção de um mundo melhor e mais justo para crianças, jovens e adultos.

Viver a nossa VOCAÇÃO é viver de modo intenso nosso discipulado. E ser discípulo do Senhor Jesus tem sido um permanente desafio para os cristãos de todos os tempos e lugares. Um desses cristãos, amantes de sua vocação, foi Padre Jordan, fundador da Família Salvatoriana. Ele viveu sua vocação de modo único e intenso, e nos deixou uma importante lição sobre esse tema tão importante para a nossa vida e de nossas comunidades: ”Se pudésseis conhecer a vossa vocação, de bom grado morreríeis milhares e milhares de vezes por ela...”

Pastoral Vocacional
     
PELAS  VOCAÇÕES                        
                         
Senhor da messe e pastor do rebanho,
     faze ressoar em nossos ouvidos
teu forte e suave convite "Vem e segue-me!"
     Derrama sobre nos o teu Espirito.
Que ele nos dê sabedoria para ver o caminho
     e generosidade para seguir tua voz.
 
     Senhor, que a messe não se perca
               por falta de oprerários!
     Desperta nossas comunidades para missão.
               Ensina nossa vida a ser serviço.
     Fortalece os que se desejam dedicar ao reino
na diversidade dos ministérios e carismas
      
     Senhor, que o rebanho não pereça
por falta de pastores! Sustenta a fidelidade
de nossos bispos, padres, diáconos, religiosos,
religiosas e ministros leigos e leigas.
      Dá perseverança a todos vocacionados.
 
      Desperta o coração de nossos jovens 
para o ministério pastoral em tua Igreja.
      Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
 
      Maria, Mãe da Igreja,
Modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder "sim". Amém.


Vocação do catequista

“Deus é tão bom que sempre nos dá uma nova oportunidade”. Ouvi esta frase outro dia quando ia ao Instituto onde faço o curso de Teologia. Durante o percurso fui refletindo sobre o chamado que Deus faz a cada um de nós, sobre a nova oportunidade que Ele nos dá a cada dia. De fato, Deus não dá segunda chance, Ele dá uma nova chance. Quando alguém dá uma segunda chance a outra pessoa, pode ser que não dê uma terceira, e aquela seja a última oportunidade que o outro tem de acertar. Com Deus a coisa é diferente, Ele não se cansa de dá uma nova oportunidade, porque o seu amor é ilimitado. Eis, portanto, a missão do catequista: anunciar com palavras e, sobretudo, ações, o amor infinito de Deus.
De fato, é esse amor que nos impulsiona na missão a nós foi confiada. O catequista, portanto, deve ser um especialista no amor, porque é alguém que teve um encontro pessoal com Jesus Cristo e é comprometido com o seu projeto de construção e edificação do Reino.  
O catequista é chamado a ser testemunha de Jesus Cristo. Testemunhar não significa discursar sobre, mas viver intensamente o Evangelho configurando-se Àquele que primeiro nos amou e nos escolheu: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). Não se pode anunciar aquilo que ainda não se experimentou. O catequista precisa ter essa consciência de que a missão não é mérito seu, mas lhe foi confiada. Não se trata de realização pessoal, mas algo muito maior, ou seja, o catequista é um eleito de Deus para exercer esta vocação específica no seio da Igreja. Vocação esta que não pode ser vivida fora do contexto do amor.
Infelizmente existem muitos catequistas que estão sempre reclamando de tudo e de todos, principalmente de seus próprios catequizandos, “ninguém quer saber de nada...”. Vivem dando ultimatos às crianças e adolescentes: “se vocês não fizerem vocês vão vê...”. Com freqüência ameaçam abandonar a pastoral, “só vou ficar mais este ano, porque já não agüento mais...” e por aí vai. Não são felizes! O catequista não pode ser alguém infeliz.
Na Carta aos Gálatas encontramos o resumo de como deve ser a vida do catequista: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2,20). Os catequizandos precisam enxergar isso nos seus catequistas, através de suas ações e não apenas de suas palavras. O catequista precisa deixar-se seduzir a cada dia por Deus e envolver-se por seu amor infinito, ao ponto de já não viver por si mesmo, mas por Cristo.
Desta forma, encarnando o Evangelho em sua vida, o catequista conseguirá atrair os seus catequizandos para Cristo, numa adesão incondicional ao projeto de Jesus. E sua alegria será infinita, porque sabe que apesar das suas limitações Deus continua agindo no mundo por meio dele, oferecendo sempre uma nova oportunidade à humanidade.

Por: Jairo Coelho 
Seminarista Diocesano
E-mail: jairo.coelho@hotmail.com

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Lionel Messi afirma: Medjugorje é o local mais espetacular da Terra !

Eleito o maior jogador do mundo por quatro vezes consecutivas, o argentino Lionel Messi comemorou semana passada um gol espetacular mostrando uma camisa com a foto da imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz e o nome Medjugorje escrito em letras vermelhas em destaque.
Na ocasião, o melhor jogador do mundo afirmou:
 ”Eu visitei os lugares mais bonitos do mundo, mas posso atestar que Medjugorje é o mais maravilhoso, o mais belo em absoluto e mais encantador que Deus criou nesta Terra.

VIVIA NOSSA SENHORA RAINHA

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Viva Nossa Senhora Rainha 22 de agosto 

Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: “Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar”.
Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).
Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus” (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: “Salve Rainha” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam(à Rainha do Céu): “A Jesus por Maria. Não há outro caminho”.
Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!
FONTE: Canção Nova

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Domingo, 18 de agosto de 2013, 10h49

Dom Aviz fala aos religiosos do Brasil no mês das vocações


Da Redação, com CRB Nacional


CRB Nacional
Cardeal Braz de Aviz é prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica
O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano, Cardeal João Braz de Aviz, enviou uma mensagem aos religiosos do Brasil por ocasião do mês vocacional. Neste domingo, 18, é o momento de celebrar a vocação à vida consagrada.

Em sua mensagem, Dom Aviz saúda a Vida Consagrada no Brasil em nome do Papa Francisco e da Congregação como um todo. Ele fala do amor com que acompanham a missão dos consagrados e consagradas no mundo.

O Cardeal também exorta os religiosos para que, em meio a uma sociedade em mudanças, mantenham o essencial e se abram com coragem e alegria aos apelos do Espírito Santo em tempos atuais.

Confira abaixo a íntegra da mensagem

“Em nome do Papa Francisco, nós da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA) acompanhamos com amor em toda a Igreja no mundo, os Eremitas e as Eremitas, os Monges e as Monjas, as Irmãs e os Frades, os Virgens e as Virgens consagrados/as no mundo.

O nosso é um universo de um milhão e meio de mulheres e homens a quem o Senhor chamou com delicadeza pela estrada dos Conselhos Evangélicos de Pobreza, Castidade e Obediência.

Somos filhas e filhos de nossos fundadores e fundadoras a quem Deus-Amor entregou um carisma para o bem da Igreja. Todos os carismas aprovados pela Igreja são dons para os que deles participam e para todos os homens e mulheres no mundo. Em nossos tempos entramos em um período de grandes transformações da Vida Consagrada. É preciso conservar tudo o que é genuíno e, ao mesmo tempo, abrir-se com coragem e alegria para os grandes e novos apelos do Espírito Santo que se fazem presentes.

No mês das vocações, no dia dos Consagrados, asseguramos a todos vocês Consagradas e Consagrados do Brasil, nossas orações e nosso sincero amor”

João Braz Cardeal de Aviz (Prefeito)
Dom José Carballo (Secretario)

sábado, 17 de agosto de 2013

Lutero e sua devoção Mariana



Lutero era completamente devotado a Nossa Senhora, e crente em todas as doutrinas tradicionais marianas.
Veremos, por meio de fontes escritas pelo próprio Lutero, o que os fatos históricos nos revelam:
Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja conseqüentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria, e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc. Para o Deus e para o Homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos… Mesmo que tenha duas naturezas.” (Martinho Lutero, “Nos Conselhos e na Igreja”, em 1539)
É uma opinião doce e piedosa que a infusão da alma de Maria ocorreu sem o pecado original; de modo que, ao infundir a sua alma imune ao pecado original, foi adornada com presentes de Deus, recebendo uma alma pura, infusa por Deus; assim, desde o primeiro momento em que começou a viver ela esteve livre de todo o pecado.” (Sermão: “No dia da concepção da Mãe de Deus,” Dezembro [?] 1527,
É cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo tremendamente grande. Para que fosse cheia pela graça de Deus com tudo de bom e para fazê-la vitoriosa sobre o diabo.” (Martinho Lutero, Livro Pessoal de Oração, 1522)
A veneração de Maria está inscrita no mais profundo do coração humano.” (Martinho Lutero, Sermão em 1º de setembro de 1522.)
É a consolação e a bondade superabundante de Deus, o homem pode exultar por tal tesouro: Maria é sua verdadeira mãe, Jesus é seu irmão, Deus é seu Pai.” (Martinho Lutero, Sermão de Natal de 1522.)
Maria é a Mãe de Jesus e a Mãe de todos nós, embora fosse só Cristo quem repousou no colo dela… Se ele é nosso, deveríamos estar na situação dele; lá onde ele está, nós também devemos estar e tudo aquilo que ele tem deveria ser nosso. Portanto, a mãe dele também é nossa mãe..” (Martinho Lutero, Sermão de Natal de 1529.)
Uma coisa é certa: a rejeição à Maria não vem de Lutero, é “coisa nova”.

Agosto, mês vocacional

No Brasil o mês de agosto é sempre uma oportunidade para que possamos refletir sobre o chamado que Deus nos faz para vivermos de um modo mais concreto a nossa vocação à santidade, que recebemos no dia em que fomos batizados.
Na primeira semana, lembramos a vocação sacerdotal, refletimos sobre a sua importância para a Igreja e rezamos ao Senhor da messe para que envie operários, de modo que não faltem padres para cuidar das mais diversas comunidades espalhadas pelo Brasil.
Em seguida, recordamos a vocação religiosa. Nossa mente se volta para os homens e mulheres que se consagraram a Deus através dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência para viverem em comunidade segundo o carisma de seus fundadores e servirem à Igreja e ao povo de Deus nos mais diferentes serviços, sejam de natureza religiosa ou social. Lembramo-nos também dos missionários e missionárias que deixaram suas terras e foram para os locais mais distantes no serviço do Reino de Deus, anunciando Jesus Cristo aos que ainda não O conhecem.
Há também outra vocação que não pode ser esquecida: a dos fiéis leigos e leigas que, através do exercício de ministérios não ordenados, se fazem presentes nas comunidades eclesiais e no mundo e se dedicam à evangelização na família, no trabalho profissional e no seu ambiente social, para santificar o mundo e fazer com que ele deixe de ser a cidade dos homens para tornar-se a cidade de Deus. Dentre os diferentes ministérios leigos, o último domingo de agosto destaca a catequese, comemorando o dia dos catequistas.
Grandes santos são lembrados neste mês, como: São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, padroeiro dos párocos; São Lourenço, padroeiro dos diáconos; Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação dos Missionários Redentoristas; São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas; Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e, de modo especial, nossa Santa Mãe do Céu, Maria Santíssima, que é recordada na solenidade da sua Assunção, nos apontando o feliz destino de todos os que dizem “Sim” a Deus.
O tema vocacional é, de modo especial, voltado para os jovens. É um apelo para que todos procurem ouvir a voz de Deus e dizer sim ao seu chamado para servirem concretamente ao seu Reino.
Rezemos para que a Mãe Aparecida abençoe a Igreja, e, especialmente, os jovens, a fim de que sejam fiéis no seguimento de Jesus Cristo e obedientes ao mandato de seu Fundador e Mestre: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. O Papa Francisco, em sua homilia da Santa Missa para a 28ª JMJ, afirma: “Não tenham medo! Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai a nossa frente e nos guia. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus prometeu: “Eu estou com vocês todos os dias” (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.”
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente da CNBB
FONTE: CANÇÃO NOVA
Ainda não descobri a minha vocação. 
O que eu faço?
Aprendi que Deus não nos chama uma vez só...


Vivemos num tempo em que a infância dura menos e a juventude dura mais. No meio deste caminho, a idade das mudanças e indecisões – a adolescência – parece nunca ter fim. Existem crianças que aos 10 anos (às vezes menos) têm sua sexualidade acordada e vivida como se fossem adolescentes em tempos de crises e descobertas. Isso que deveria ser uma rápida e incômoda transição acaba se prolongando por muitos anos. Encontrei um “jovem” de 35 anos que tinha todos os ares de adolescente e me confidenciou: “Ainda não descobri a minha vocação. O que eu faço?”.

Existe uma tirania da nossa “modernidade líquida, relativista e subjetivista” que ilude nossa juventude vendendo a liberdade ao preço da solidão. O resultado é o estresse, a depressão e uma incrível indecisão. O que fazer da sua vida? Qual a sua vocação? Neste momento, temos que colocar alguns pingos nos “is” e deixar claros alguns conceitos para que essa ponte quebrada seja atravessada com segurança.

É preciso dizer que a vocação, antes de se ser uma resposta, uma opção, é um chamado de Deus. E Ele chama a todos indistintamente para a “vida”. Sobre esta vocação, não precisamos ter qualquer dúvida. Um dia fomos chamados a ser quem somos e onde somos. Não escolhemos nossos pais. Não escolhemos nossa cor, cultura, origem, povo, raça e nação. Quando tomamos consciência da vida, já estávamos aí. Essa vocação de raiz não exige nenhum discernimento. Exige aceitação, cultivo e gratidão.

Depois, fomos chamados à vida cristã. Quem foi batizado na infância teve o sacramento do Crisma para confirmar a sua decisão de pertencer ao povo de Deus na Igreja Católica. Aqui, já é preciso discernimento. Não basta receber a fé dos pais. É preciso fazer a sua própria experiência de fé. Hoje em dia, quem nasce católico só permanecerá católico se se converter a partir de uma experiência pessoal de Deus na Igreja Católica. Mas ainda aqui, nesse nível, não me parece que as pessoas tenham muitos problemas vocacionais. O problema vem quando é necessário escolher o seu estado de vida dentro da comunidade cristã.

No Cristianismo católico ocidental, temos três estados de vida. O cristão pode ser um fiel leigo, um religioso(a) consagrado(a) ou um ministro ordenado (diácono ou sacerdote). São estes os três estados de vida. Muitos jovens cristãos católicos entram em crise na hora de discernir sua vocação ao estado de vida.
Devo dizer que basicamente todo cristão é leigo, pois esta palavra significa “povo de Deus” (laós em grego). Então, a coisa fica mais fácil. Todos nós somos povo de Deus. A menos que o próprio Deus nos chame para uma “consagração” ou nos dê uma “ordem”. Aprendi que Deus não nos chama uma vez só. Ele é insistente com os que escolhe. Mas se você estiver em dúvida, vou lhe dar uma dica prática. Se acha que está ouvindo a voz de Deus para ser padre, entre para um seminário. Não significa que será sacerdote, mas ali terá as condições de ouvir melhor o chamado. Apenas 5% dos que entram para o seminário ficam padres. Os outros percebem que o chamado era outro. Mas não ficam mais na dúvida. A mesma coisa em relação à vida consagrada. Tenha coragem de entrar em um processo de discernimento. Em questão de vocação, a pior coisa é ficar parado. Dê um passo sem medo que seja o errado. Se for sincero, Deus o colocará no rumo certo.

Agora, o conselho contrário. Mesmo que sinta um certo chamado à vida consagrada ou sacerdotal, não dê esse passo por falta de opção. Todos os que Jesus chamou estavam ocupados e deixaram tudo para segui-Lo. Mesmo que você tenha namorado(a) e um ótimo emprego, isso será apenas uma confirmação vocacional se você deixar tudo para seguir o Senhor. Desocupados ficarão sempre na incerteza ou na indecisão. Quem deixa tudo para seguir o Mestre tem o sinal da confirmação vocacional em seu coração.

Padre Joãozinho, SCJ

Padre da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), doutor em Teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP), músíco e autor de vários livros.